Aankomen in Beira

                                  04/03/2018

Eenmaal in voor de tweede keer in Beira aangekomen, voelt alles toch een beetje vertrouwd aan. De mensen die langs de weg lopen in hun kleurrijke kledij, vrouwen met baby’s op hun rug en natuurlijk de gaten in de weg. De blauwe hemel, het zeebriesje en zelfs de stoffige paadjes; deze stad doet me een beetje denken aan Brazilië. Het leven gaat hier langzaam, toch bruist het. De mensen hier weten hoe ze in het nu moeten leven.

Al voelt Beira al vertrouwd, er moet nog wel verhuist worden. Het huis waar we de eerste maanden in hebben gezeten hebben we ingeruild voor een oud koloniaal huis uit de tijd dat de Portugezen er zaten. In de middag kom ik even rondkijken om mijn nieuwe thuis in me op te nemen. Het is een goed geventileerd huis met waar veel natuurlijk licht naar binnenkomt. De slaapkamers bieden toegang tot een veranda met groen uitzicht en een lekker zeebriesje; ik noem dit stukje ons kleine paradijs en geniet hier graag van een bakje koffie. Aan de voorkant liggen de woonkamer en eetkamer, waar de tweede veranda aan grenst. De keuken is niet zo groot maar het voldoet prima aan onze behoeftes. Het is een huis in de koloniale stijl, waarin veel stenen uit die tijd verwerkt zijn.

De locatie is goed; we zitten dichtbij het strand, de bakkerij en de hoofdweg in onze vertrouwde wijk Macuti. Ook Hotel Lunamar en café Biques zitten op loopafstand, hier halen we broodjes voor het ontbijt, en drinken we in het weekend wat. Na twee dagen voelt het langzaamaan goed om in dit huis te zijn. Wat ik heerlijk vind is dat ik deuren kan openen aan beide kanten zodat het huis goed ventileert, dit is heerlijk met de hoge temperaturen hier. Aan de tuin is nog genoeg te doen, maar dat komt met de tijd. We hebben wat inboedel overgenomen van de vorige bewoner. We zijn nog opzoek naar een eettafel.

We zijn blij. Het wordt gezellig! Het wordt ons thuis! Maar hoe zullen deze 2,5 jaar gaan? We vinden het interessant en avontuurlijk, al zal het ook moeilijkheden met zich mee kunnen brengen. Het zal een test zijn in geduld, flexibiliteit, aanpassingsvermogen en leren relativeren. De eerste zes maanden waren iets als een lange vakantie. We zijn de uitdaging met open armen aangegaan en hebben er vertrouwen in. Het leven bracht ons deze kans en die hebben we in ieder geval gegrepen.

Prontos para a aventura.

Pousando no aeroporto internacional de Beira pela segunda vez, me sinto como que voltando a infância. A casa, num tempo remoto, muito estranho e calma ao mesmo tempo. Respiro fundo e sinto este ar mágico desta cidade, a brisa e o calor que quase te mata, mas que também te aquece e te abraça. É quase um sonho, uma memória distante. E penso:  “estou de volta”. Aaaah Beira com suas cores vivas, o céu azul, seu povo, as mulheres vestidas em capulanas coloridas, com os filhos  nas costas, ainda carregando quase a casa sobre a cabeça, ruas de terra e esburacadas, esta poeira. A vida pulsa aqui, lentamente, mas este povo vive.  Beira possui algo indescritível no ar que me faz lembrar do Brasil, muito ligeiramente.

Peter já está aqui há um mês, ele alugou uma casa que só vi através de fotos e de minha imaginação, cuja atividade se elevou enquanto ele me relatava as vantagens desta casa , com suas varandas, etc.
Chego numa casa meio sem vida, com alguns móveis e com um grande potencial a se tornar o nosso lar.  A casa é bem ventilada com muitas janelas e portas onde a brisa do mar tem livre acesso. Temos também duas varandas uma que dá para o mar (sul) e a outra para a avenida(norte).

               A varanda que dá para o mar tem uma vista verde, é um pequeno paraíso e é o meu lugar favorito. Três quartos, cozinha espaçosa, dispensa enorme, sala de jantar e estar. É uma casa da época colonial, com piso de madeira, piso de pedras na cozinha e banheiro. Nas escadas temos as mesmas pedras até a entrada principal, corrimãos de madeira escura. O jardim precisa de muitos cuidados, mas ficará bem bacana.  Eu vejo isto como projetos a serem realizados. O local é bom, fica no mesmo bairro onde vivíamos antes, Macuti, diretamente na avenida principal. Em um perímeto de 150 metros temos padaria, lanchonete, mercearia, feira, Hotel Lunamar e Biques, isto sem falar da praia.

               Depois de dois dias já me sinto super em casa.  Se não me encontrar, dê uma olhada na varanda dos fundos. Lá, costumo me sentar para telefonar e conversar com uma visita, almoçar com o prato nas mãos, tomar um café e até mesmo praticar minha yoga.

               De lá, vejo um pedacinho do mar e o nascer do sol e dependendo da época do ano o pôr do sol também. Nós compramos os móveis da Teresa, a garota que aqui morou na casa antes de nós.  Compramos também uma cama nova e agora só nos falta uma mesa de jantar. Aos poucos criaremos nosso espaço, decorando ao nosso gosto; lar doce lar.

              Serão mais dois anos e meio aqui nesta cidade provinciana a beira mar. Não sei exatamente o que nos espera. Aqueles seis mêses foram como se estivéssemos  mais ou menos de férias bem longas, mas férias. Levamos numa boa, viajando também o máximo possível, antes de voltar à Hollanda.

Peter já está aqui há um mês, ele alugou uma casa que só vi através de fotos e de minha imaginação, cuja atividade se elevou enquanto ele me relatava as vantagens desta casa , com suas varandas, etc.
              Chego numa casa meio sem vida, com alguns móveis e com um grande potencial a se tornar o nosso lar.  A casa é bem ventilada com muitas janelas e portas onde a brisa do mar tem livre acesso. Temos também duas varandas uma que dá para o mar (sul) e a outra para a avenida(norte).

               A varanda que dá para o mar tem uma vista verde, é um pequeno paraíso e é o meu lugar favorito. Três quartos, cozinha espaçosa, dispensa enorme, sala de jantar e estar. É uma casa da época colonial, com piso de madeira, piso de pedras na cozinha e banheiro. Nas escadas temos as mesmas pedras até a entrada principal, corrimãos de madeira escura. O jardim precisa de muitos cuidados, mas ficará bem bacana.  Eu vejo isto como projetos a serem realizados. O local é bom, fica no mesmo bairro onde vivíamos antes, Macuti, diretamente na avenida principal. Em um perímeto de 150 metros temos padaria, lanchonete, mercearia, feira, Hotel Lunamar e Biques, isto sem falar da praia.

               Depois de dois dias já me sinto super em casa.  Se não me encontrar, dê uma olhada na varanda dos fundos. Lá, costumo me sentar para telefonar e conversar com uma visita, almoçar com o prato nas mãos, tomar um café e até mesmo praticar minha yoga.

               De lá, vejo um pedacinho do mar e o nascer do sol e dependendo da época do ano o pôr do sol também. Nós compramos os móveis da Teresa, a garota que aqui morou na casa antes de nós.  Compramos também uma cama nova e agora só nos falta uma mesa de jantar. Aos poucos criaremos nosso espaço, decorando ao nosso gosto; lar doce lar.

              Serão mais dois anos e meio aqui nesta cidade provinciana a beira mar. Não sei exatamente o que nos espera. Aqueles seis mêses foram como se estivéssemos  mais ou menos de férias bem longas, mas férias. Levamos numa boa, viajando também o máximo possível, antes de voltar à Hollanda.

               Agora viver aqui nos parece uma chance e uma experiência incrivelmente interessante. Sei que teremos desafios e alguns momentos difíceis, onde seremos testados em nossa paciência e restência, na capacidade de adaptação e flexibilidade. Aceitamos o que a vida nos trouxe de braços abertos. Daremos o melhor de nós, vivendo o dia como ele vem e aprendendo.

Gepubliceerd door Dilma de Faria

Ik ben Dilma de Faria, vrouw, moeder, echtgenote en een wereldburger. Sinds 1993 in Nederland. Sinds maart 2018 leven wij, mijn man Peter en ik, in Beira Mozambique. Ik ben blij en dankbaar dat ik dit alles mag ervaren en beleven. Het leven in Beira bruist maar is ook een tandje langzamer dan we in het westen gewend zijn. Ik word hier wel als een blanke gezien maar word ook snel omarmd omdat ik Braziliaanse ben en hun taal spreek. Dit blog is geboren om mijn verhalen en ervaringen met u te delen. Het leven hier gezien door mijn ogen en vanuit mijn perspectieven. Ik hoop mensen te kunnen prikkelen en tot denken aan te zetten, want Afrika is niet alleen arme mensen die honger lijden. Het is veel meer. De korte verhalen gaan over het dagelijkse leven, over weekeindjes weg, ervaringen vanuit vrijwilligerswerk en andere situaties. Leuk en grappig maar ook moeilijk en triest , want zo is het leven. Amai Pasi betekent Moeder Aarde. Ik heb deze naam gekozen omdat ik me thuis voel in Afrika, Mozambique. Moeder Aarde heeft me hier ontvangen in haar schoot en liefde geschonken.

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